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domingo, 3 de março de 2013

Copa do Mundo de 1934

                                                                       
copa do mundo de 1934
Copa do Mundo de 1934
              Hoje vamos falar da segundo edição da copa que foi realizada na Itália, em 1934.
   A Copa do Mundo de 1934 foi a primeira na qual os países tiveram que se classificar na disputa das Eliminatórias para poder participar. O número de nações participantes desta vez dobrou em relação à edição anterior, sendo que 70% das 32 nações eram do continente Europeu.
O Mundial de 1934 como o de 1938 teve interesses políticos em jogo: o regime fascista subjugava a Itália, e o ditador Benito Mussolini planejou transformar o evento numa espécie de propaganda pró-regime. A influência indiscutível de Mussolini se impôs em diversos aspectos, como por exemplo a escolha pré-determinada de árbitros "suspeitos" nas partidas da anfitriã Itália. O sueco Ivan Eklind, que apitou a semifinal e a final, teria se encontrado com Mussolini antes das partidas. Misteriosamente, decisões polêmicas foram tomadas, sempre em favor da Itália ( expulsões e gols anulados de adversário.) Alguns árbitros influenciaram tanto nos resultados da Itália que foram expulsos por suas pátrias após o torneio, caso do suíço René Mercet e do belga Louis Baert.
Duas peculiaridades marcaram a Copa do Mundo de 1934: O defensor do título, Uruguai, recusou o convite para participar, num boicote aos europeus por terem ignorado a edição anterior, em 1930 (Apenas 4 seleções européias participaram do torneio: Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia), tornando-se assim o único defensor de título que não competiu no torneio seguinte. Além disso, a anfitriã Itália teve que passar pelas Eliminatórias, na única ocasião em que um país-sede precisou disputar Eliminatórias.
O modelo do mundial aconteceu em estilo "mata-mata", composto por 5 fases com os confrontos das oitavas definidos por sorteio: Oitavas, Quartas, Semifinal, Disputa do 3º Lugar (ausente em 1930) e Final. Participaram doze seleções européias: Áustria, Tchecoslováquia, Alemanha, Hungria, Itália, Espanha, Suécia, Suíça, França, Romênia, Bélgica e Holanda; Duas sul-americanas: Brasil e Argentina; Uma norte-centro-americana: Estados Unidos e uma africana: Egito.
A maior goleada da Copa ocorreu logo na primeira fase, Itália 7x1 Estados Unidos. O Brasil, outra vez desfalcado devido às eternas brigas entre cariocas e paulistas, deu vexame: Perdeu por 3 x 1 da Espanha e voltou para casa. Outra decepção foi a Argentina, vice-campeã do mundo, que foi eliminada pela Suécia por 3 x 2. As grandes forças Mundial de 1934 eram a Itália, a Espanha, a Hungria e a Tchecoslováquia.
O primeiro jogo-desempate da história das Copas foi entre Itália e Espanha. No primeiro jogo, empate em 1 x 1 após a prorrogação (neste tempo ainda não havia disputa por pênaltis). No desempate, deu Itália: 1 x 0. Nas semifinais, em Milão a Itália venceu a Áustria por 1x0 e em Roma a Tchecoslováquia bateu a Alemanha por 3 x 1. Na Disputa pelo 3º lugar a Alemanha venceu a Áustria por 3x2.
A final foi disputada no Estádio Nacional do PNF (Partido Nacional Fascista), sob presença do imponente Mussolini e de outros 50 mil espectadores. A Itália empatou o jogo com a Tchecoslováquia no tempo normal, e na prorrogação Angelo Schiavio fez o gol do título italiano: 2x1.
Em 1934, a Itália escreveu um novo capítulo da história da Copa do Mundo da FIFA ao conquistar o título mundial em casa.

O torneio foi bem maior que o disputado no Uruguai em 1930, com oito sedes em vez de uma. Além disso, ouvintes em 12 países participantes receberam transmissões ao vivo pelo rádio. A principal semelhança foi o fato de os donos da casa terem ficado com o troféu. Com gols de Raimondo Orsi e Angelo Schiavio, a seleção comandada por Vittorio Pozzo superou uma desvantagem inicial para vencer a Tchecoslováquia por 2 a 1 na final em Roma.
Depois do sucesso da primeira Copa do Mundo da FIFA, as 32 seleções interessadas tiveram de disputar fases eliminatórias para reduzir o número de participantes a 16. Em uma ocasião que não voltaria a ser repetida, a anfitriã Itália teve de se classificar para o seu próprio torneio ao derrotar a Grécia. O México também contribuiu com um fato inédito e inesperado ao viajar para a Itália, mas sem disputar nenhuma partida da competição. A seleção mexicana tinha garantido a vaga regional ao derrotar Cuba, mas os Estados Unidos decidiram participar em cima da hora. As duas seleções tiveram de fazer uma partida em Roma para disputar a vaga que estava destinada ao México. Os americanos venceram por 4 a 2, e os vizinhos norte-americanos tiveram o azar de voltar para casa sem nem terem estreado.
Anfitrião ausente
O Uruguai foi a ausência mais sentida entre os participantes. A Celeste Olímpica se recusou a participar em retaliação contra a desistência italiana em 1930. A edição de 1934 acabou sendo a única Copa do Mundo da FIFA em que o campeão não defendeu o seu título. As seleções sul-americanas que fizeram a longa viagem acabaram voltando cedo para casa. Argentina e Brasil, ambos sem força máxima, perderam na primeira fase para Suécia e Espanha, respectivamente.

A Argentina, sem nenhum integrante da edição de 1930, viu vários atletas seus mudarem de lado e defenderem a seleção italiana. Entre eles estava o meio-campista Luisito Monti, que havia disputado a Copa do Mundo da FIFA quatro anos antes. Ele teve um papel decisivo na campanha vitoriosa dos donos da casa, ao lado de Atilio DeMaria, Enrico Guaita e Raimondo Orsi — todos eles argentinos de origem italiana que decidiram defender o país de onde as suas famílias haviam emigrado.
A estreia italiana não poderia ter sido mais enfática. Na vitória por 7 a 1 sobre os Estados Unidos em Roma, Orsi marcou dois gols e Schiavio deixou a sua marca três vezes. Tudo sob o comando do disciplinador Vittorio Pozzo. A maior goleada do torneio não foi a única atuação de luxo da primeira fase. O Egito, primeiro representante africano da história da competição, conseguiu se recuperar de uma desvantagem de dois gols contra a Hungria, mas acabou perdendo por 4 a 2. Já a França foi um adversário duríssimo para a favorita Áustria, que ostentava o apelido de "Seleção Maravilha". Os franceses abriram o placar e só foram perder por 3 a 2 na prorrogação.

Apoio aos anfitriões

Dos 367 mil espectadores que compareceram aos estádios, quase 200 mil assistiram às cinco partidas do selecionado da casa, com uma média de 37,6 mil pessoas por jogo. O líder fascista Benito Mussolini queria tanto usar a competição como uma vitrine para o seu país que encomendou um troféu adicional, a "Coppa Del Duce", cujas dimensões superavam em muito as da verdadeira taça da FIFA.
O adversário da Itália na final em Roma no dia 10 de junho foi a Tchecoslováquia. Como a Áustria, o antigo país do Leste Europeu era adepto de um futebol de toques curtos e tinha jogadores de destaque em ambas as extremidades do campo: o goleiro František Plánička e o centroavante Oldřich Nejedlý, que foi o artilheiro da competição com cinco gols. Depois de uma vitória apertada na primeira fase sobre a Romênia, os tchecoslovacos saíram perdendo para a Suíça nas quartas-de-final, mas venceram por 3 a 2 com um gol de Nejedlý nos últimos minutos. O mesmo atacante marcou os três gols da vitória por 3 a 1 na semifinal diante da Alemanha, que ficou com a medalha de bronze como prêmio de consolação ao derrotar a Áustria na decisão do terceiro lugar.
O gol tcheco na final não foi marcado por Nejedlý, mas pelo ponta Puč. Ele surpreendeu a maior parte dos 50 mil espectadores no Estádio Nacional do PNF com um chute rasteiro que abriu o placar faltando somente 14 minutos para o fim do jogo. A Itália quase tomou o segundo quando Svoboda acertou a trave, mas conseguiu empatar aos 36 do segundo tempo após um chute com efeito de Orsi.
Na prorrogação, Pozzo mostrou que era mais do que um mero disciplinador. As instruções para que Guaita e Schiavio trocassem de posição deram resultado, já que o gol da vitória saiu de uma combinação entre os dois. Depois de um cruzamento de Meazza, Guaita tocou para Schiavio, que encontrou o fundo das redes. A Itália era campeã do mundo pela primeira vez.

Jogos

Oitavas-de-finalQuartas-de-finalSemifinaisFinal
27 de maio - Florença
 Flag of the NSDAP (1920–1945).svg Alemanha 5
31 de maio - Milão
 Flag of Belgium (civil).svg Bélgica 2
 Flag of the NSDAP (1920–1945).svg Alemanha 2
27 de maio - Bolonha
 Flag of Sweden.svg Suécia 1
 Flag of Argentina.svg Argentina 2
3 de junho – Roma
 Flag of Sweden.svg Suécia 3
 Flag of the NSDAP (1920–1945).svg Alemanha 1
27 de maio - Milão
 Flag of Czechoslovakia.svg Tchecoslováquia 3
 Países Baixos Países Baixos 2
31 de maio - Turim
 Flag of Switzerland.svg Suíça 3
 Flag of Switzerland.svg Suíça 2
27 de maio - Trieste
 Flag of Czechoslovakia.svg Tchecoslováquia 3
 Flag of Czechoslovakia.svg Tchecoslováquia 2
10 de Junho – Roma
 Flag of Romania.png Romênia 1
 Flag of Czechoslovakia.svg Tchecoslováquia 1
27 de maio - Turim
 Flag of Italy (1861-1946).svg Itália (PRO) 2
 Flag of Austria.svg Áustria (PRO) 3
31 de maio - Bolonha
 Bandeira da França França 2
 Flag of Austria.svg Áustria 2
27 de maio - Nápoles
 Flag of Hungary.svg Hungria 1
 Flag of Hungary.svg Hungria 4
3 de junho - Milão
 Flag of Egypt 1922.svg Egito 2
 Flag of Austria.svg Áustria 0
27 de maio - Gênova
 Flag of Italy (1861-1946).svg Itália 1Terceiro lugar
 Brasil Brasil 1
31 de maio – Florença¹7 de junho - Nápoles
 Flag of the Second Spanish Republic.svg Espanha 3
 Flag of the Second Spanish Republic.svg Espanha 1 (0) Flag of the NSDAP (1920–1945).svg Alemanha 3
27 de maio - Roma
 Flag of Italy (1861-1946).svg Itália[1] 1 (1) Flag of Austria.svg Áustria 2
 Flag of Italy (1861-1946).svg Itália 7
 Flag of the United States.svg Estados Unidos 1
¹não havia disputa por pênaltis, havia jogo de desempate.
Regulamento
Com 32 seleções manifestando o interesse em participar da Copa de 1934, a Fifa decidiu realizar eliminatórias. No entanto, muitos países desistiram, e grande parte das seleções chegou ao Mundial sem precisar disputar jogo algum.
Com 16 países, a competição não teve primeira fase. Em sistema à época denominado de "nocaute" (hoje conhecido como "mata-mata"), as seleções iniciaram o torneio já das oitavas de final, realizando jogos eliminatórios até a decisão do título.
Caso o duelo terminasse empatado, era disputada a prorrogação. Com novo empate, um novo jogo era marcado para o dia seguinte.
A Copa apresentou também uma novidade: os perdedores nas semifinais disputaram o terceiro lugar.


ARTILHEIROS
5 GOLS
Nejedly (Tchecoslováquia)
4 GOLS
Conen (Alemanha) e Schiavio (Itália)
3 GOLS
Orsi (Itália) e Kielholz (Suíça)
2 GOLS
Hohmann e Lehner (Alemanha), Horvath (Áustria), Voorhoof (Bélgica),
Fawzi (Egito), Chato (Espanha), Toldi (Hungria), Ferrari e
Meazza (Itália), Joansson (Suécia), Puc e Svoboda (Tchecoslováquia)
1 GOL
Kobierski, Noack e Siffing (Alemanha), Belis e Galateo (Argentina),
Bican, Sesta, Sindelar, Schall e Zischek (Áustria), Leônidas (Brasil),
Corso e Langara (Espanha), Donelli (EUA), Nicolas e Verriest (França),
Smit e Vente (Holanda), Sarosi, Vincze e Teleki (Hungria), Guaita (Itália),
Dobai (Romênia), Dunker e Kroon (Suécia), Abegglen e Jaeggi (Suíça)
O Craque
Giuseppe Meazza
País:Itália Idade:24 anos Jogos:5 Gols:2
É considerado o melhor jogador italiano no período pré-Segunda Guerra. Começou a jogar com apenas 17 anos, na Ambrosiana (atual Inter de Milão). Bastaram 3 anos para Meazza ser convocado para a seleção, pela qual marcou 33 gols em 53 jogos - marca superada somente nos anos 70, por Luigi Riva.
Além do faro de gol, o Pepino tinha como pontos fortes a organização de jogadas ofensivas e as assistências. Ele foi o cérebro da Azurra nas conquistas de 1934 e 1938. Nesta última, já consagrado, foi o capitão da equipe.

A Máquina
Entre 1930 e 1934, a Itália foi derrotada em 3 das 26 partidas que disputou (17 vitórias). A seleção comandada por Vittorio Pozzo era uma máquina: entrosada e com talentos como Meazza, Schiavio e Orsi. Pressionados a vencer pelo regime fascista de Mussolini, os italianos não decepcionaram. A Azurra derrotou equipes de tradição na época para manter o troféu de campeão mundial na Itália.

A Muralha
Ricardo Zamora
País:Espanha Idade:33 anos Jogos:2 Gols: 2 sofridos
Melhor goleiro espanhol da história, Zamora precisou de apenas dois jogos para comprovar essa condição. Foi fundamental no empate contra a Itália nas quartas. O único gol sofrido por ele foi irregular - Schiavio cometeu falta no goleiro. Zamora saiu contundido e não disputou o desempate, em que os italianos saíram vencedores. Pendurou as luvas em 1936 para participar da Guerra Civil. Em seguida, voltou ao futebol, virou técnico e teve a oportunidade de comandar a seleção de seu país, mas sem muito sucesso.

Os Artilheiros
Nejedly, Schiavio e Conen
Os jogadores, de Tchecoslováquia, Itália e Alemanha, terminaram a Copa com 4 gols marcados. Nejedly não era craque, mas provou faro de matador no Mundial. Schiavio, jogador do Bologna, foi o autor do gol que deu o título para a Itália, na prorrogação da final. Conen era o menos conhecido dos destaques em 1934. O alemão fez 4 gols em sua única participação em Copas. Três deles foram anotados na vitória sobre a Bélgica, por 5 a 2, na estreia da Alemanha na Copa.

A Surpresa
Hungria 4 x 2 Egito
O placar de 4 a 2 para os europeus não reflete o que realmente foi a partida. Após levar dois gols em menos de 20min, o time africano surpreendeu e empatou antes do final da primeira etapa. Depois do intervalo, porém, a Hungria voltou a liderar o placar, com gol marcado por Vincze. Os egípcios não desistiram foram para o ataque. A equipe egípcia conseguiu o empate com Moukhtar, mas o árbitro italiano Reinaldo Barlassina anulou o gol de maneira equivocada.

A Garfada
Itália 1 x 0 Espanha
Jogando em casa, a seleção italiana teve a ajuda do "apito amigo" do suíço René Mercet para eliminar a Espanha nas quartas de final. O árbitro não coibiu o estilo de jogo violento dos anfitriões. Logo aos 25min da primeira etapa, o atacante Bosch levou uma pancada de Monti e ficou o resto da partida mancando. Depois, já no segundo tempo, o árbitro anulou dois gols aparentemente legítimos da seleção espanhola, que terminou fora da Copa.

O Mico
Que maravilha?
A Áustria chegou ao torneio com um apelido, no mínimo, pretencioso: "Wunderteam" (ou "Time Maravilha"). Até um ano antes da Copa, a Áustria havia realizado 16 partidas, com 12 vitórias, dois empates e duas derrotas - melhor retrospecto da Europa. O craque era o atacante Sindelar, chamado de "homem de papel" devido à sua agilidade. O time venceu apertado os dois primeiros jogos, contra França e Hungria. Mas perdeu os dois seguintes, para Itália e Alemanha, e acabou em quarto.

A Zebra
Suíça 3 x 2 Holanda
O nome do jogo foi o atacante suíço Kielholz, o primeiro a usar óculos em Mundiais, com dois gols. Um lance polêmico foi outro destaque da partida. A Holanda tinha uma falta para cobrar perto da grande área, mas o árbitro sueco Ivan Eklind encerrou o jogo pouco antes da bola chutada por Smit, que entrou no ângulo. Sem tradição no futebol, a Suíça venceu a partida e garantiu a sétima posição na Copado Mundo de 1934.


O Brasil parece não ter aprendido com os erros da Copa de 1930, no Uruguai. Quatro anos mais tarde, na Itália, os problemas e o resultado foram os mesmos: elenco desfalcado pela briga entre paulistas e cariocas e eliminação logo na primeira fase.

Em sua mais breve campanha em Copas do Mundo, o Brasil viajou 15 dias de navio até a Europa e viu o sonho de conquistar o título se desfazer em apenas 90 minutos de bola rolando, com uma derrota incontestável para a forte seleção espanhola.

Dessa vez, a divisão foi entre profissionais e amadores. A CBD (Confederação Brasileira de Desportos) condenava o profissionalismo, já instalado em São Paulo. Para tentar convencer alguns profissionais, a CBD ofereceu pequenas fortunas em dinheiro pela participação no Mundial.

O amadorismo era tamanho que, no papel, Luís Vinhais era o treinador, mas quem exercia o cargo era Carlito Rocha. Inscrito como árbitro, Rocha não poderia, oficialmente, comandar a equipe do banco de reservas e, dessa forma, acompanhava as partidas como delegado do grupo brasileiro.

Na Itália, apenas um treino antes da partida contra os espanhóis foi realizado. Durante a viagem, os 15 dias no navio engordaram muitos jogadores, que não tiveram tempo para recuperar a forma física.

Pouco inspirado e sem mobilidade, o Brasil sucumbiu. Aos 30min de jogo, a seleção brasileira já perdia por 2 a 0, ambos os gols marcados por Iraragorri.

Quando a partida ainda estava apenas no 1 a 0 para os espanhóis, aos 17min, Waldemar de Brito cobrou pênalti defendido pelo fora-de-série Zamora, destaque entre os goleiros da primeira metade do século 20.

A defesa de Zamora, além de impedir o empate do Brasil, abalou o ânimo dos jogadores brasileiros e deu inspiração para que a Espanha aumentasse a vantagem. No fim do primeiro tempo, o Brasil era derrotado 3 a 0 - Langara havia marcado o terceiro.

Aos 27min da etapa final, Leônidas da Silva começou a escrever seu nome na história ao marcar o único gol da seleção brasileira. A derrota eliminou o Brasil logo na estreia, impondo ao país a sua pior campanha em Copas do Mundo.


Onipresença
Mussolini esteve em todos os jogos do torneio; lenda era que havia sósias do ditador na Copa

Capitão campeão
Combi foi o 1º goleiro a capitanear uma seleção campeã mundial de futebol

Ma non troppo
Naturalizado italiano, Filó foi o primeiro brasileiro a ganhar uma Copa do Mundo

Nome de vitória
Vittorio Pozzo é, até hoje, o técnico mais vitorioso no comando da seleção italiana

Esconde-esconde
Filiado à Federação Brasileira de Futebol, de caráter profissional, o Palmeiras escondeu seus jogadores em uma fazenda no interior paulista, evitando possíveis convocações para o Mundial pela CBD, que ainda era amadora.

Mamma África
O primeiro jogador africano a fazer um gol em Copas do Mundo foi Abdel Fawzi, aos 37min do primeiro tempo da derrota do Egito para a Hungria por 4 a 2, no dia 27 de maio de 1934. O Egito foi o primeiro país africano a disputar uma Copa.

Tão longe, tão perto
Separadas por 4 anos e um oceano de distância, as Copas de 1930 e 1934 tiveram mesmo número de gols: 70. A diferença ficou por conta do número de partidas: 17 na Itália, contra 18 no Mundial que foi realizado no Uruguai.

Bom de cabeça
O atacante italiano Luigi Bertolini, conhecido por seus cabeceios, utilizou uma faixa branca na cabeça durante todo o torneio. A medida tomada pelo jogador evitava que as costuras da bola machucassem a sua testa.

Toma lá, dá cá
O Uruguai, então campeão mundial, recusou o convite para participar dessa Copa como forma de desafio à Europa por ter praticamente ignorado a edição anterior, de 1930. O Uruguai foi o único campeão que não defendeu o título.

Faturando alto
A Copa de 1934 deveria ter sido disputada na Suécia. O país desistiu do evento por estar vivendo problemas financeiros. A Itália fez um evento bem organizado e conseguiu valiosos lucros para o país, além de ter tido sucesso esportivamente.

Sem garantias
Em 1934, ocorreu um fato único na história das Copas. Mesmo recebendo o Mundial, a seleção italiana foi obrigada a disputar as eliminatórias.

De olhos bem abertos
O suíço Leopold Kielholz fez três gols em duas partidas. Detalhe: o atacante usava óculos durante os jogos da sua seleção.

Polivalente
Autor do único gol da seleção dos Estados Unidos na Copa, Aldo Donelli se destacou também como jogador e técnico de futebol americano.

Vira-casacas
Luis Monti e Atilio Demaria, campeões do mundo pela Itália, disputaram a Copa de 1930 pela vice-campeã Argentina.


Estatísticas da Copa de 1934
Jogos
Duração:15 dias Países:16 Jogos:17 Prorrogações:3 Decisões por pênaltis:0 Cidades-sede:8
Gols
Pró:70 Contra:0 Média:4,11 Jogadores que marcaram: 44 Melhor ataque:12 gols (Itália)Pior ataque:1 (ROM, BRA e EUA)Melhor defesa:2 (Romênia)Pior defesa:8 gols (Alemanha)
Público
Total:395.000 pessoas Média:23.235 por jogo Estádios:8 Maior público:50.000 (ITA x TCH)Menor público:3.000 (ALE x SUE)
Arbitragem
Número de árbitros:11 Países com árbitro na Copa:7
Dinheiro e Mídia
Jornalistas:
270
Lucro:
60.000 francos
'Convite':
Leônidas da Silva recebeu 30 contos de réis da CBD para defender a seleção na Copa (um Ford de luxo custava cerca de 4 contos de réis na época)
Outros Números
Jogos do Brasil nas eliminatórias:
O Peru, único adversário da seleção, desistiu da disputa
Europeus nas quartas de final:
8

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